Projeto de inclusão social abre laboratórios de inovação para garotos em reabilitação de Santos

Iniciativa acontece às quartas-feiras, na São Judas – Campus Unimonte

 

Quinze jovens de Santos em liberdade assistida estão tendo a chance de freqüentar o ambiente da universidade e aprender junto com alunos e professores, ganhando uma nova perspectiva de vida. O projeto de inclusão social acontece às quartas-feiras, nos laboratórios de inovação do Ânima Lab na São Judas – Campus Unimonte, em uma parceria da instituição de ensino com a Prefeitura de Santos.

Em oficinas práticas, o grupo está produzindo móveis com material reciclável, que serão doados a uma escola municipal. Mas não é só isso. Também participa de oficinas de fotografia, na área de Cinema e Audiovisual, e de hambúrguer, do curso de Gastronomia. Os meninos que cumprem medida socioeducativa são sempre acompanhados de assistentes sociais ou psicólogos.

O aluno Kauã Almeida, do curso de Arquitetura e Urbanismo, é um dos voluntários do trabalho e percebe a mudança no comportamento dos participantes. “São garotos que agora possuem uma perspectiva de vida. Mesmo vindo de palafitas, favelas e cortiços, eles entendem que têm novas oportunidades de se realizar”.  “Estamos, aos poucos, envolvendo os vários cursos da São Judas – Unimonte, para que também os nossos alunos vivenciem as atividades e desenvolvam atitudes empáticas e com responsabilidade social”, entende a professora Simone Batista.

Cultura Maker – Em 2015, o campus Unimonte inaugurou seus primeiros laboratórios de inovação para incentivar o aluno de qualquer curso a aprender praticando e abrir a mesma oportunidade para a comunidade com projetos de interesse coletivo e social. Desde então, foram mais de 400 projetos incentivados, entre ideias de alunos e da comunidade, com destaque para o Xeppa in Box, de reaproveitamento de sobras das feiras livres, e o Itaquitanduva Sustentável, de fabricação de quilhas para pancha de surfe com restos de madeira coletados em mutirões de limpeza de praias.

Esses espaços de inovação, agora concentrados no Ânima Lab, possuem estrutura e materiais completamente diferentes da sala de aula convencional. São diversos tipos de papéis, canetas, lápis, giz, tintas, massinha de modelar, LEGO, réguas, tesouras e demais materiais de criatividade. Além de contar com um laboratório de prototipagem e fabricação digital maker space, ­com impressora 3D, máquina de corte a laser e estação de eletrônica, que promove a cultura maker – conjunto de valores como a colaboração, abertura, autonomia, empreendedorismo e a atitude “faça­ você ­mesmo”.

“O laboratório atua como um espaço de experimentação para encontrar e apoiar iniciativas de nossa comunidade que provoquem transformações positivas. Seja um professor que procura uma forma de educação mais significativa ou um estudante que conduz um projeto de ação social”, diz o professor Niva Silva, responsável pelo Ânima Lab.