Projeto santista para aprendizado de crianças com deficiência visual participa de evento de inovação cidadã na Argentina

Professor da São Judas – Campus Unimonte lidera o trabalho

Um projeto santista que ajuda crianças com algum tipo de deficiência visual a estudarem e a terem melhor aproveitamento escolar por meio de modelos 3D estará na próxima semana na Argentina em um evento de inovação cidadã. Trata-se da proposta “Utilização de fabricação digital com modelos 3D para apoio pedagógico a crianças com deficiência visual”.

O autor do trabalho é o professor e pesquisador Renato Frosch, que atua na São Judas – Campus Unimonte, em Santos, e na Universidade São Judas, em São Paulo.

Ele estará acompanhado de uma equipe, formada por dois brasileiros, um mexicano, dois colombianos e três argentinos, que vai trabalhar  na aceleração do projeto. “Na equipe, temos uma professora da rede pública e outra com deficiência visual, além do pessoal de tecnologia e um documentarista. Todos têm o compromisso ético de levar o projeto para divulgação em seus países”, destaca Frosh.

De concorrentes de todo o mundo, a proposta de Frosch ficou entre as 10 selecionadas para o evento da Argentina. Com a ajuda da tecnologia de impressão 3D, Renato já reproduziu mapas, fontes Braille, gráficos, peças de rotina, como uma bacia sanitária, e outros elementos para que os alunos entendessem melhor com outros recursos pedagógicos, já que para eles recursos apenas visuais não serviriam.

“Algumas particularidades foram encontradas neste projeto: materiais excessivamente pequenos não ressaltam detalhes de suas partes. O exagero no tamanho pode prejudicar a apreensão da totalidade”, destaca Renato.

Para esse público, o material precisa de diferentes relevos e texturas, assim como contrastes do tipo, liso/áspero e fino/espesso, que permitem distinções adequadas. Deve ter ainda sua representação tão exata quanto possível do modelo original.

Utilidade – Renato explica ainda que os modelos 3D podem reproduzir a forma de obras de arte, como esculturas.  “Um dos objetivos estruturantes é que esse projeto seja publicado e aberto para que outras pessoas e instituições em caráter mundial tenham acesso, para aprendizagem oficial e não-oficial”.

Ele diz, ainda, que com os laboratórios makers – que possuem as impressoras 3D – cada vez mais acessíveis, até um pai pode criar algo para seu filho. Em São Paulo, por exemplo, já há laboratórios públicos do tipo. Em Santos, a São Judas – Campus Unimonte possui laboratórios makers que podem ser utilizados pela comunidade em datas específicas.