Universitários santistas propõe a criação do primeiro playground adaptado da Cidade

Iniciativa quer garantir o direito de brincar a crianças com deficiência

Como toda criança tem direito a brincar, um grupo de universitários de Santos elaborou o projeto do primeiro playground adaptado da Cidade para atender meninos e meninas com deficiência.

Os jovens estão levando a sério a proposta, orçaram custos, materiais e até mesmo indicaram o local para que o equipamento seja instalado, o Parque Roberto Mário Santini, na Praia do José Menino, em Santos.

Os alunos autores do projeto –  estudantes do 5º semestre do curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário São Judas – Campus Unimonte – defendem que a infância é parte fundamental no desenvolvimento de um ser humano.

“Observamos  que não há nenhum parque infantil adaptado em  praças ou na orla da praia. Isso gera exclusão e uma grande perda no desenvolvimento infantil. Nosso projeto traz às crianças com deficiência a oportunidade de brincar em um espaço público junto com outras crianças”, defendem os universitários.

Outra questão levantada pelos alunos é que até o mercado de brinquedos adaptados tem escassez de empresas que fabriquem esse tipo de brinquedo. Eles encontraram apenas uma fabricante.

Juntos e misturados – O grupo indica a instalação de quatro brinquedos: dois balanços frontais, gira-gira e gangorra, no valor de R$ 19.445 mil. O mais interessante da proposta é que nestes brinquedos as crianças com e sem deficiência podem brincar juntas, garantindo o convívio e a inclusão.

Os brinquedos adaptados ficariam dispostos na região central do Parque Roberto Mário Santini, que, segundo os alunos, reúne todas as características  desejáveis: espaço amplo, público concentrado e diverso (crianças, adultos e idosos), fácil acesso e de contato direto com a natureza, com pista de skate, ciclovia, playground e quiosques.

“Com isso, gostaríamos de incentivar os órgãos públicos e privados para a concretização do projeto”, destaca Isabelle Ingrid da Silva Pereira, uma das integrantes do grupo, que também é formado por:  Bruno Cerqueira Cestari, Gabriel Nascimento da Silva, Matheus Nicolas Lima de Souza e Vinicius Alves de Sousa.

O trabalho foi apresentado no último dia 4, com orientação do professor Eduardo Sanches Farias. “É um projeto visionário e tem grande potencial em todos os sentidos”, acredita o docente.

Segundo o último censo do IBGE em 2010, 46 milhões de brasileiros possuíam algum tipo de deficiência  motora (enxergar, ouvir, caminhar e subir degraus) ou deficiência intelectual. Esse número representa 24% da população.